O escritor Fernão Cardim, em Tratados da Terra e gente do Brasil, nos faz pensar no Brasil como paraíso, repleto de maravilhas naturais. As descrições sobre a fauna e flora local deixa o imaginário do leitor fluir e também pensar um pouco em como o nosso país era belo e ótimo de se viver. Comparações a parte com outros países, em nenhum momento há uma crítica expressa em seus textos, como muitos escritores estrangeiros atuais que vêm o Brasil de uma forma equivocada. A escrita formal torna a leitura um pouco cansativa para aqueles que não são adeptos a esse linguajar. Os termos colocados são bem objetivos apesar de, em vários momentos, Fernão ser pessoal em suas palavras, deixando bem evidente seu apresso pelo Brasil particularmente, não seria um livro, qual eu colocaria na minha cabeça, pois não traz assuntos que me interessam; intelectualmente falando “Tratados de Terra e gente do Brasil” é ótimo para o conhecimento de nossa terras. Também é bastante interessante o fato do escritor ressaltar os aproveitamentos das árvores e dos animais, o que me chocou sinceramente foi o fato de Fernão está encantado por nossas terras, de uma maneira extraordinária e de como os relatos sobre o Brasil eram tão importantes a ponto de ser roubado pelos Ingleses, patriota assumida, o orgulho tomou conta de mim ao ler o quanto valoroso era nosso país, que ainda é, mas não tão como à séculos atrás.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Uma breve passagem de ''O Brasil em tópicos''
A carta: Em “Tratados da terra e gente do Brasil” Cardim traz uma descrição minuciosa da fauna e flora Brasileira, em uma época onde nosso país era desconhecido por muitos povos, e a cultura regional não era tão valorisada, talvez, até criticada por muitos estrangeiros. Em alguns momentos as riquezas brasileiras são comparadas as de Portugal e da India, mas não há criticas ou desprezo com tais costumes ate então assustadores para outros povos.Em várias citações de árvores não conhecidas por muitos jovens e adultos como Jaçapucaya, frutos bastantes conhecidos porem para aquele período seria considerado uma dádiva dos Deuses, como maracujá.Os animais são bem falados por suas ultilidades tanto gastronomica como pra uso de transporte e vestimentas. Também é falado das ervas e raizes para uso medicinal, e até mesmo como água em épocas de secas ou em longas viagens. O coqueiro, por exemplo, foi uma árvore trazida das índias, e cabras ainda eram poucas, de suma importância, o pau Brasil não poderia ser deixado de lado; suas ultilidades foram citadas, e o que se da para concluir pelos seus relatos é que a madeira tão importante ainda estava no apice, e não alcançava o período de devastação.
Biografia de Fernão Cardim
O padre jesuíta Fernão Cardim nasceu em Viana de Alvito, Portugal, em 1548 ou 1549. Entrou para Companhia de Jesus em fevereiro de 1566. Passou mais de 20 anos como irmão e posteriormente padre em Portugal. Um dos primeiros a descrever os habitantes e os costumes do Brasil. Desde criança na Companhia de Jesus e como jesuíta viajou para o Brasil (1583) com o visitador Cristóvão de Gouveia e o governador Manuel Teles Barreto. Suas visitações pelo Brasil resultaram em dois tratados e duas cartas. O primeiro dos tratados ocupava-se do clima e da terra do Brasil e o segundo tratava das origens e dos costumes dos índios brasileiros, e foram publicados, juntamente com suas narrativas epistolares, na Inglaterra, como Tratados da terra e da gente do Brasil (1925), reunidos com anotações de Capistrano de Abreu. Após o retorno para Portugal de Cristovão Gouveia (1589), assumiu a reitoria do Colégio do Rio de Janeiro e tornou-se procurador da província do Brasil (1598) e voltou para à Europa no ano seguinte. Em sua viagem de retorno ao Brasil (1600), foi aprisionado pelo pirata inglês Francis Cook, que lhe confiscou uma obra sobre etnografia brasileira, do princípio e origem dos índios do Brasil e de seus costumes, adoração e cerimônias, que foi publicada na Inglaterra muitos anos depois (1881). Libertado e novamente no Brasil (1604) como provincial da Companhia, cargo que desempenhou por cinco anos (1604-1609). Também foi reitor do colégio da Bahia, onde teve como discípulo o padre Antônio Vieira. Autor de obras de interesse histórico e literário, nas quais pioneiramente criticou, por exemplo, a riqueza dos senhores de engenho e desrespeito dos colonos e suas maldades contra os índios, morreu em Salvador, Bahia.
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